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A conturbada passagem de Lula por Santa Catarina

Fechamento de vias, protestos, chuva de ovos, de pedras... Enfim, a passagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Santa Catarina, assim como no Rio Grande do Sul, foi conturbada. 


Lula durante o evento em Florianópolis no sábado. (Foto: Ricardo Stuckert)

Em Florianópolis o petista reuniu uma multidão em um verdadeiro comício no Largo São João Paulo II, no Centro, na tarde de sábado (24). Lula prometeu isentar o Imposto de Renda de quem ganha até cinco salários mínimos, federalizar o ensino médio e tomar um banho de mar nas águas catarinenses, se vencer a eleição presidencial deste ano.

Ainda na capital, o ex-presidente recebeu o polêmico título de Cidadão Catarinense, aprovado pela Assembléia Legislativa em 2008, mas entregue só agora.



Em seguida ele seguiu para Chapecó, onde enfrentou protestos e teve dificuldades para chegar até o local do evento. A equipe teve que seguir uma rota alternativa. Durante seu discurso, o pré-candidato afirmou que a partir de agora, a militância vai revidar os ataques. "A gente vai dar é porrada se não respeitarem a gente. Não queremos briga, mas nós não fugiremos dela. Aprendam, fascistas, a fazer democracia, aprendam a convivência democrática e a diversidade, porque senão o ódio vai prevalecer."

A situação mais constrangedora foi em São Miguel do Oeste. A caravana foi recebida com uma chuva de ovos e até pedras, que quebraram o pára-brisas do ônibus e, por pouco, não atingiu o motorista.

Durante o evento, Lula precisou da proteção de guarda-chuvas para não ser atingido por ovos que eram jogados de um prédio localizado próximo à praça onde ele discursava. "Esse cidadão está esperando que a gente fique nervoso, suba lá e dê uma surra nele. A gente não vai fazer isso", acrescentou, sendo aplaudido pela platéia.

Revogação do título
Na tarde desta segunda-feira (26), o deputado estadual Maurício Eskudlark (PR), que não era deputado à época da concessão do título à Lula, protocolou um projeto de Lei, revogando a concessão da honraria. Para o parlamentar, o ex-presidente não reúne condições jurídicas e morais para ser agraciado com a honraria.



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